As 11 Cobras Mais Venenosas do Brasil

Saiba, agora, quais são espécies das as 11 Cobras Mais Venenosas do Brasil ao seres humanos.

Uma das fobias mais comuns entre os humanos é a ofidiofobia, ou seja, a fobia de cobras. Uma pesquisa com parceria entre cientistas brasileiros, americanos e japoneses mostrou que, nos primatas, existem células nervosas responsáveis especificamente por responder, de forma imediata, à presença desses animais, mesmo que o indivíduo nunca tenha se encontrado com eles antes.

É uma herança ancestral de tempos em que as cobras representavam um perigo muito maior a nós, seres humanos. Esse medo permitiu que sobrevivêssemos o bastante para descermos das árvores e construirmos cidades, que trocássemos o solo coberto de folhagens pelo asfalto e cimento, o que nos deixou bem mais confortáveis e menos suscetíveis a sofrer ataques de serpentes.

Além disso, as cobras de hoje são menores (apesar de mais venenosas), em comparação com as cobras do nosso passado remoto de primata, e tudo isso diminuiu bastante o perigo que as cobras nos oferecem. O que não quer dizer, é claro, que aquele medo é, hoje, injustificado.
Apenas um quarto das serpentes é peçonhenta, mas, entre as que são, muitas têm um veneno fatal ao ser humano. São essas, geralmente, as mais agressivas. Normalmente, as serpentes são dóceis e não costumam atacar seres humanos e esse encontro é tão indesejado para ela como o é para nós. Elas, geralmente, só atacam se estiverem assustadas e/ou forem molestadas. Ainda assim, são mais de 20 mil incidentes com cobras por ano no Brasil e, em cerca de 100 casos, a vítima evolui a óbito.

Jararacas

Essas cobras representam quase 90% dos incidentes com cobras no país.

11ªJararaca Bothrops

Jararaca da mata (Bothrops jararaca)

Essa cobra pode chegar a, até, 1,6 metro e é encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, em lugares úmidos, como córregos e beiras de rio, preferencialmente onde tenha ratos e/ou sapos, seu tira gosto preferido. Ela tem um papel importante no controle da população de ratos, que transmite doenças como leptospirose.
Nem por isso, é nossa amiguinha. É uma cobra agressiva e peçonhenta, responsável por grande parte dos casos de ofidismo (ou seja, dos incidentes com serpentes venenosas) no Brasil. Sua picada pode causar hemorragia e necrose que, nos casos mais graves, leva a amputação dos membros afetados. Se a vítima não for tratada a tempo com soro antiofídico, pode morrer.
Mas a relação de “morde e assopra” não para por ai. Seu veneno é a base para o Captopril, remédio amplamente utilizado para hipertensão e casos de insuficiência cardíaca. Além disso, pesquisas apontam que o veneno (na dose e composição certa) pode combater doenças degenerativas e trombose. Aliás, são muitas as cobras cujo veneno é a base de remédios. Mas, se você tiver uma jararaca, não tente esse tratamento em casa.

10ªJararaca-verde Bothrops bilineata

Jararaca-verde (Bothrops bilineata)

Essa cobra é rara, encontrada na Amazônia e em matas do Leste do Brasil. Se alimenta de pássaros, ratos, lagartos e rãs. Seu veneno é similar ao da jararaca da mata, mas, como vive em árvores altas (onde se camufla bem, por causa de sua coloração), geralmente seus ataques atingem a cabeça ou pescoço e são, por isso, fatais.

cobra caiçara

Caiçara (Bothrops moojeni)

Essa cobra costuma viver na mata das araucárias e no cerrado. Ela tem uma coloração clara e é uma das mais agressivas do grupo das jararacas. Seu bote é vertical e, por isso, ela também pode alcançar as regiões superiores do corpo (o que aumenta a letalidade). Após ser atacado por essa serpente, é aconselhado procurar socorro imediato e tomar o soro antibotrópico dentro de, pelo menos, 4 horas.

Jararacuçu Bothrops jararacussu

Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

Essa serpente pode chegar a até 2 metros! Sua coloração varia entre cinza, rosa, amarelo, marrom ou preto, com manchas marrom triangulares. Está entre as cobras com mais incidentes no Brasil.
É uma cobra perigosa e agressiva (afinal, se fosse mansinha, não estaria na nossa lista) e de hábitos noturnos. Em caso de picada, o soro a ser tomado é o antibotrópico.

jararaca cruzeira

Jararaca-cruzeira (Bothrops neuwiedi)

Podendo atingir 1,1 metro, tem a coloração parda, cinza ou marrom e com manchas que alteram tons mais claros com tons mais escuros.
Após seu ataque, a região incha e aumenta, cada vez mais, a dor, surgindo manchas e bolhas. Vômito, sudorese e desmaio também é sintoma dos casos mais graves.

Jararaca de alcatrazes Bothrops alcatraz

Jararaca de alcatrazes (Bothrops alcatraz)

A jararaca de alcatraz é endêmica da Ilha de Alcatrazes, em São Paulo. Tem cerca de meio metro de comprimento. Tem hábitos noturnos e é ativa, sobretudo, no chão ou vegetação rasteira.
Seu veneno causa paralisia nervosa, e é até 10 vezes mais forte que as jararacas do continente.

urutu cruzeiro

Urutu cruzeiro (Bothrops alternatus)

A Urutu pode chegar a, até, 1,6 metro. É uma cobra bonita (nem por isso, atrativa), é larga e possui o desenho de um formato arredondado com uma cruz dentro (por isso o nome) que se repete ao longo de seu corpo. Diz a sabedoria popular que, seu veneno: “Se não matar, aleija”.
De fato, seu veneno é o segundo mais tóxico dentre as jararacas (ou seja, do gênero bothrops que inclui, por exemplo, todas as serpentes que já falamos nesse artigo até agora e a maioria das cobras dessa lista).

Jararaca Ilhoa Cauda Escura

Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)

Outra cobra exclusivamente brasileira, ela vive na Ilha da Queimada Grande, entre Itanhaém e Peruíbe, em São Paulo. Existem cerca 2 mil indivíduos. Tem entre meio metro a 1 metro de comprimento. Como caça pássaros nas árvores, é menor e mais leve que as jararacas comuns (o que facilita a subida).
Seu veneno é muito poderoso e com efeito rápido, a vítima morre depois de 2 horas por falência múltipla dos órgãos. Ela não tem concorrentes nem predadores, e pode ficar, até, 6 ou 7 meses sem se alimentar.
Mas, como vive em uma área de acesso restrito a analistas ambientais, são muito raros os incidentes com essa cobra e seu antídoto quase não é produzido.

Surucucu pico de jaca chesis muta

Surucucu (Lachesis muta)

Essa é a maior serpente peçonhenta da América Latina! Podendo chegar até a 3,5 metros de comprimento. Tem uma coloração alaranjada, com vários losangos negros ao longo do corpo.
Os acidentes com essa cobra são raros, mas, quando acontecem, costumam ser graves, com severos danos no tecido, ação hemorrágica e neurotóxica, além de hipotensão, bradicardia, cólicas abdominais e diarreia.
A maioria dos ataques dessa cobra acontecem nos membros inferiores. Portanto, ao andar em seu habitat, é recomendado usar botas de cano alto, perneiras de couro etc. Vive em matas fechadas, principalmente Amazônia, e está ameaçada de extinção.

Cascavel crotalus durissus

Cascavéis (Crotalus e Sistrurus)

Como você viu no subtítulo, o termo cascavel é um nome genérico e engloba espécies peçonhentas dos gêneros Crotalus e Sistrurus que estão espalhados por toda a América. Têm hábitos noturnos e podem chegar a até 2 metros.
Elas são famosas pelo chocalho que carregam na calda, que é, na verdade, parte de sua pele antiga, mantida enrolada na calda em forma de anel. Esse guizo espanta os animais e evita confrontos desnecessários.
Seu veneno afeta o sistema nervoso, causando dificuldade de locomoção e respiração. Além disso, tem efeito neurótico. Esses efeitos só começam a aparecer 6 horas após o incidente.
No Brasil, há 5 subespécies, encontrados no Sul, Sudeste e Nordeste.

Cobra Coral

Cobras corais (Micrurus e Leptomicrurus)

As corais são da família Elapidae, grupo que inclui espécies como a naja e mamba-negra! A coral verdadeira – é preciso dizer? Muitas outras espécies de cobras (com venenos menos tóxicos ou até sem veneno) conseguem mimetizar perfeitamente uma coral, sendo diferenciadas pela dentição: as verdadeiras é do tipo proteróglifa e as falsas-corais opistóglifa ou áglifa.
No Brasil, existem cerca de 39 espécies e subespécies de corais verdadeiras: 36 pertencem ao gênero Micrurus e três ao gênero Leptomicrurus.
Essas cobras têm listras pretas, vermelhas e amarelas. As corais não dão bote e tem hábitos noturnos e fossoriais, vivendo escondida sob folhas, galhos, pedras e troncos.
Ela é tão peçonhenta quanto a naja. Seu veneno se espalha muito rápido. Atinge o sistema nervoso, causando insuficiência respiratória e pode levar um adulto a óbito em poucas horas. Não é, de forma alguma, recomendado técnicas para retirar o veneno como abrir a ferida ou chupar o sangue, fazer torniquete etc. Em caso de ataque, a vítima deve ser levada – imediatamente – a hospital ou posto de saúde e, se possível, capturar e levar a cobra com viva.
Apesar de ser a cobra mais venenosa do país, representa só 1% dos incidentes com cobra no Brasil.

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